O Workshop sobre Procurement do Banco Mundial realizou-se na quinta-feira, 16 de julho, no Salão Nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa. Organizado pelo Grupo de Trabalho das Multilaterais, em parceria com o Banco Mundial, o evento reuniu empresas portuguesas interessadas em expandir internacionalmente e em conhecer as recentes alterações ao quadro de procurement do Banco Mundial, bem como as oportunidades de negócio disponíveis.
Perante uma plateia de cerca de uma centena de participantes, o encontro aprofundou o conhecimento sobre as alterações estruturais nos processos de procurement do WBG e analisou as respetivas implicações para as empresas que pretendem atuar neste mercado.
Um dos destaques do programa foi a participação de Douglas Edward Fraser, Procurement Manager do World Bank Group (WBG), que apresentou as principais reformas no quadro de procurement do Banco Mundial e o uso de Inteligência Artificial no apoio à pesquisa de oportunidades. Foram igualmente abordados os impactos destas alterações na estruturação, adjudicação e gestão de contratos, bem como as oportunidades associadas à carteira de projetos do WBG em países lusófonos e em outros mercados relevantes.
Complementando esta perspetiva, Isidro Simões, Partner e Diretor de Cooperação e Desenvolvimento Internacional da Mundi Consulting, e integrante do painel “Portuguese Experience Working on WBG Projects and Lessons Learned”, partilhou a experiência da empresa na implementação de projetos financiados pelo Banco Mundial e destacou algumas das principais aprendizagens que podem contribuir para uma participação mais estruturada das empresas no mercado de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.
Desde a importância de tratar este mercado como um canal estratégico de internacionalização, o que exige a alocação de recursos, definição de responsabilidades e o estabelecimento de objetivos concretos, à importância da formação de parcerias internacionais e locais, bem como de consórcios sólidos, foram debatidas diversas frentes de como reforçar a competitividade das propostas.
Durante a intervenção, também destacou a importância de compreender os diferentes interlocutores em projetos financiados por instituições multilaterais, conciliando as necessidades do beneficiário com as exigências do financiador. Segundo a experiência da Mundi Consulting, participar em processos de contratação pública internacional exige tempo, investimento e uma abordagem contínua de análise, preparação de candidaturas e aprendizagem, num contexto competitivo em que nem todas as propostas são adjudicadas. Como tal, um parceiro de assistência técnica familiarizado com estas dinâmicas e procedimentos representa uma vantagem para empresas que desejam participar de forma mais preparada e competitiva em processos de procurement internacional.
O workshop foi desta forma um momento que aproximou as empresas portuguesas das instituições financeiras multilaterais, promoveu a partilha de experiências práticas e reforçou a compreensão dos desafios e das oportunidades do procurement internacional, essencial naquele que é um contexto cada vez mais competitivo.